Pedido para suspender pena de Bolsonaro provoca racha na equipe de defesa
Desistência de pedido no STF e saída de advogado marcam reavaliação na defesa de Bolsonaro no caso da trama golpista.

Pedido de suspensão de pena de Bolsonaro gera desentendimento na defesa
Na quinta-feira (24), a equipe de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu um importante revés com a desistência de um pedido protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a pena do ex-chefe do Executivo, condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Saída de advogado e mudança de estratégia
Poucas horas após registrar o requerimento no STF, a defesa recuou da solicitação. O ocorrido resultou na saída do advogado Marcelo Bessa, do escritório Ávila de Bessa, que deixou oficialmente o caso da trama golpista que envolve Bolsonaro. Conforme comunicado da equipe, a condução do processo ficará a cargo somente dos advogados que atuaram durante a ação penal.
A desistência e a mudança refletem divergências internas e reavaliações estratégicas dentro do time jurídico responsável por representar Bolsonaro nas pendências judiciais que vão sendo desencadeadas no âmbito do Supremo, com vistas ao desenrolar do cenário eleitoral de 2026.
Contexto político e ligações jurídicas
Bessa, conhecido por sua atuação junto ao Partido Liberal (PL), já integrou equipes jurídicas da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e representou outros membros da sigla, incluindo o presidente do partido.
Essa turbulência na defesa do ex-presidente ocorre justamente em um momento delicado para a política brasileira, quando temas relacionados às eleições de 2026 ganham força e o ex-presidente Bolsonaro mantém protagonismo tanto no cenário partidário quanto nas ações judiciais que o envolvem.
Para acompanhar outros desdobramentos políticos, confira nossa cobertura em /politicos/flavio-bolsonaro.
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