TSE determina suspensão da campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná
Tribunal Superior Eleitoral suspende campanha de Deltan Dallagnol após ação do PT impedir uso de recursos e propaganda.

Campanha de Deltan Dallagnol é suspensa pelo TSE após pedido do PT
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a campanha ao Senado de Deltan Dallagnol, candidato pelo partido Novo no Paraná, em decisão do ministro Floriano Azevedo Marques. A medida ocorre após ação apresentada pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança, que reúnem PT e PDT.
Pedido e decisão
O pedido que motivou a suspensão foi protocolado por advogados representantes das coligações mencionadas, que contestaram a elegibilidade do ex-procurador da Lava Jato. Segundo a decisão liminar em caráter de urgência, Dallagnol está proibido de acessar ou utilizar recursos eleitorais como Fundo Partidário e Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Ademais, fica suspensa a veiculação de propaganda eleitoral do candidato nos meios de rádio e televisão, além de outras atividades associadas à campanha.
Contexto processual
Em 9 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia permitido, por 4 votos a 3, o registro da candidatura de Dallagnol. Contudo, o ministro Floriano entendeu que tal decisão afrontou o TSE, classificando-a como sem embasamento jurídico e capaz de gerar distúrbios no pleito eleitoral. Ele ressaltou o risco da participação de candidatura considerada inelegível distorcer o resultado da eleição, pois os eleitores podem acabar tendo votos perdidos.
Histórico político e judicial do candidato
Deltan Dallagnol tenta retornar ao cenário político após ter perdido o mandato de deputado federal em 2023, numa decisão do TSE. Na ocasião, o ministro relator Benedito Gonçalves concluiu que Dallagnol infringiu a Lei da Ficha Limpa ao pedir exoneração do Ministério Público Federal pouco antes das eleições, enquanto ainda respondia a procedimentos internos que poderiam levar à sua inelegibilidade.
Na eleição de 2022, apesar do Tribunal Regional ter autorizado a sua candidatura, o caso seguiu em recurso ao TSE. Sem decisão definitiva, Dallagnol participou, foi eleito e empossado, mas teve o registro cassado posteriormente pelo TSE, decisão confirmada pela Câmara dos Deputados.
Repercussão e desdobramentos
Este episódio se insere num contexto de desafios jurídicos contínuos enfrentados pelo candidato, que podem influenciar a disputa pelo Senado em 2026, especialmente no Paraná. As coligações opositoras seguem atentas, utilizando instrumentos judiciais para contestar candidaturas consideradas inaptas. O caso Dallagnol amplia o debate sobre transparência e cumprimento das normas eleitorais, especialmente em pleitos que se aproximam.
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Fontes
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