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Governo Trump avança construção de muro controverso na região do Big Bend, Texas

Construção de muro na fronteira avança em Big Bend, Texas, gerando resistência local e questionamentos ambientais e sociais.

Redação Tá Pegando Fogo1 min de leitura
Trump administration pushes on with construction of controversial Big Bend border wall
Trump administration pushes on with construction of controversial Big Bend border wall

Construção do muro na fronteira avança em Big Bend, Texas

A administração Trump está dando continuidade à instalação de um muro de fronteira na região de Big Bend, no oeste do Texas, apesar da forte oposição de políticos locais e proprietários de terras. A iniciativa, conduzida pela agência Customs and Border Protection (CBP), teve início na última semana no condado de Hudspeth, próximo a El Paso.

CBP tem buscado autorização dos donos de propriedades para erguer uma barreira de aço de aproximadamente 9 metros de altura, oferecendo pagamentos para evitar processos de desapropriação judicial. A construção começou sem divulgação prévia e foi confirmada posteriormente por porta-voz da agência, com a instalação dos primeiros painéis de aço a partir do dia 15 de setembro.

Resistência local e limitações da obra

Imagens obtidas por grupos contrários à obra mostram trechos isolados da cerca, que podem ser facilmente contornados, indicando que a barreira não será contínua no momento. Estima-se que cerca de 400 proprietários de terras com áreas ao longo do Rio Grande estejam envolvidos na disputa por direitos para instalação do muro. Mais da metade desses proprietários integra uma coalizão que pretende contestar a desapropriação decretada pelo governo federal.

Essa situação tem gerado um panorama fragmentado de permissões, impedindo que a CBP conclua a construção de uma barreira ininterrupta. Para representantes locais, o avanço ocorre mesmo sem que um plano completo para o projeto esteja definido, dando a impressão de ações administrativas apressadas em áreas específicas conforme obtenção de terrenos.

Financiamento e expansão do muro

No ano anterior, parte significativa dos recursos para a ampliação do muro na fronteira, estimada em US$ 46,5 bilhões, foi aprovada pelo Congresso, impulsionando a expansão da chamada "smart wall". Esse sistema combina pontos altos de cerca, barreiras para veículos, estradas para patrulhamento e sensores para detecção de migração irregular.

Até então, a região de Big Bend permanecia sem muro pela geografia natural, com desfiladeiros, desertos e ausência de centros urbanos do lado mexicano, dificultando as travessias ilegais. Historicamente, essa região responde por menos de 2% das apreensões na fronteira, número que caiu ainda mais após novas políticas de controle e repressão migratória adotadas desde o retorno de Trump ao poder.

Críticas e impactos ambientais

Parte do plano prevê a instalação de infraestrutura e barreiras dentro do Parque Nacional Big Bend, um dos locais naturais mais preservados do Texas. Essa proposta gerou protestos de grupos ambientalistas e críticas crescentes de políticos de diferentes espectros ideológicos. Após revelação de imagens de tratores abrindo acesso para construída da barreira, a construção foi pausada temporariamente pelo comissário da CBP, Rodney Scott.

Figuras como Bob Krumenaker, ex-superintendente do parque e atual ativista, organizam ações em Brasília para sensibilizar o Congresso contra danos ao parque e à implementação de infraestruturas de segurança vistas como invasivas e impopulares.

Além do Parque Nacional, a ampliação do muro afetaria outros territórios protegidos, incluindo o Big Bend Ranch State Park, Black Gap Wildlife Management Area e Amistad National Recreation Area. A construção tem potencial para destruir sítios arqueológicos com pinturas rupestres de milhares de anos, que são parte importante do patrimônio histórico regional.

Contexto para as eleições de 2026

As iniciativas na fronteira podem ressoar no debate político nacional e local durante a corrida eleitoral de 2026, principalmente sobre temas ligados à segurança, meio ambiente e direitos dos proprietários rurais. A reação bipartidária contrária e a mobilização de grupos locais indicam uma tensão crescente que poderá influenciar políticas e posicionamentos dos candidatos em temas sensíveis à população do Texas e demais estados da fronteira.

Para mais detalhes sobre debates políticos e ações na fronteira, acesse nossa seção políticos.


Fonte: The Guardian, 18 de setembro de 2026

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